O que é disfunção erétil
Disfunção erétil é a dificuldade persistente de conseguir ou manter uma ereção firme o suficiente para a relação. A palavra importante aqui é persistente: falhar uma vez ou outra acontece com todo homem e não é doença. O sinal de alerta é quando a dificuldade se repete ao longo de semanas ou meses e começa a mexer com a confiança.
No consultório, essa é uma das queixas mais comuns. Cerca de metade dos homens entre 40 e 70 anos passa por algum grau de disfunção, e homens mais jovens também chegam com o mesmo relato. Na classificação médica, o quadro aparece como CID N48.4 (quando a origem é orgânica) ou F52.2 (quando a origem é psicogênica).
Principais causas
A ereção depende de três sistemas funcionando juntos: circulação, hormônios e cabeça. Quando um deles desanda, a função sente. As causas mais frequentes são:
- Vasculares: pressão alta, colesterol, diabetes e tabagismo prejudicam os vasos que enchem o pênis de sangue. A disfunção pode ser, inclusive, o primeiro aviso de um problema cardiovascular silencioso.
- Hormonais: a queda de testosterona reduz o desejo e a qualidade da ereção. É uma das investigações de rotina na consulta.
- Emocionais: ansiedade de desempenho, estresse e problemas na relação. Depois de uma falha, o medo de falhar de novo alimenta o ciclo.
- Neurogênicas: alterações nos nervos responsáveis pela ereção. Podem acontecer após cirurgias pélvicas, como a de câncer de próstata, radioterapia, traumas, diabetes desregulado ou etilismo. Nesses casos, entender a extensão da alteração é o que define a estratégia de reabilitação.
- Medicamentos e hábitos: alguns remédios de pressão e antidepressivos, além de álcool em excesso, sono ruim e sedentarismo.
Disfunção erétil psicogênica: quando a causa é emocional
Se a ereção funciona normalmente em alguns contextos, como ao acordar ou sozinho, e falha em outros, a origem provavelmente é psicogênica. É o padrão mais comum em homens jovens. A boa notícia: costuma responder muito bem ao tratamento, que pode combinar orientação médica, apoio psicológico e, quando indicado, medicação por um período pra quebrar o ciclo da ansiedade.
Disfunção erétil tem cura?
Na maioria dos casos, sim, tem tratamento eficaz. O que define o resultado é encontrar a causa: tratada a origem, a função tende a melhorar de forma consistente. É por isso que a investigação vem antes da receita. Cerca de 95% dos casos bem investigados encontram um caminho de tratamento que funciona.
Medicamentos ajudam? O papel do sildenafil e da tadalafila
Sildenafil (Viagra) e tadalafila (Cialis) são medicamentos seguros e eficazes quando bem indicados. O problema é usá-los por anos sem nunca investigar o que está por trás da dificuldade. Eles tratam o sintoma, não a causa, e a causa pode ser cardiovascular, hormonal ou emocional. Na consulta, o medicamento entra como parte de um plano, não como a resposta inteira.
Como é o diagnóstico com o Dr. Artur
A avaliação segue uma sequência simples e sem pressa:
- Conversa detalhada: histórico, contexto das falhas, medicamentos em uso e fatores de risco.
- Exame físico: avaliação completa, atenta a sinais hormonais e cardiovasculares.
- Exames direcionados: testosterona, glicemia e colesterol, conforme o caso.
- Ultrassom Doppler peniano: quando indicado, avalia o fluxo sanguíneo e mostra se a origem é vascular.
Você sai da consulta com um diagnóstico e um plano claro do que fazer.
Tratamentos para disfunção erétil
O plano depende da causa encontrada e pode combinar:
- Ajuste de hábitos e tratamento das condições de base (pressão, diabetes, hormônios)
- Medicação oral bem indicada e acompanhada
- Fisioterapia pélvica e reabilitação peniana
- Terapia por ondas de choque, em casos selecionados de origem vascular
- Apoio psicológico e terapia sexual, quando o componente emocional é relevante
- Medicamentos injetáveis (terapia intracavernosa), em casos específicos
- Implante de prótese peniana, reservado a casos que não respondem às demais opções
Cada opção tem indicação própria, definida na avaliação individual. O atendimento é presencial em Uberlândia ou por teleconsulta para todo o Brasil.
Programa de Reabilitação Funcional (PRF)
Como a disfunção erétil frequentemente envolve mais de uma causa ao mesmo tempo, alguns pacientes precisam de mais do que um tratamento isolado. O Programa de Reabilitação Funcional (PRF) foi desenvolvido para integrar essas diferentes possibilidades num acompanhamento médico próximo e contínuo, conectando saúde sexual, hormonal, metabólica, física e emocional. Em vez de tratar apenas uma ereção, o objetivo é identificar o que está comprometendo a função, definir uma estratégia individual e acompanhar a evolução, transformando as recomendações dos principais guidelines urológicos (AUA, EAU e SBU) num cuidado humano e de resultado, para recuperar função, segurança e confiança sexual.