O que é a testosterona baixa
A testosterona é o principal hormônio masculino: regula desejo sexual, massa muscular, disposição, humor e até a qualidade da ereção. Quando a produção cai abaixo do que o corpo precisa, aparece o quadro chamado deficiência androgênica, popularmente conhecido como testosterona baixa ou, quando ligado à idade, andropausa.
A queda pode vir com a idade, mas também aparece em homens jovens, associada a obesidade, diabetes, apneia do sono, estresse crônico e uso prévio de anabolizantes.
Sinais de que vale investigar
- Queda de libido e do interesse sexual
- Cansaço persistente e falta de disposição
- Ereções mais fracas ou menos frequentes ao acordar
- Perda de massa muscular apesar do treino, e acúmulo de gordura abdominal
- Irritabilidade, desânimo e dificuldade de concentração
Nenhum desses sinais, sozinho, fecha diagnóstico. O que fecha é o conjunto: sintomas compatíveis somados a exames alterados.
Como é o diagnóstico com o Dr. Artur
O diagnóstico correto é o que separa a reposição séria do modismo. A avaliação inclui:
- Dosagem feita do jeito certo: testosterona colhida pela manhã e repetida em dias diferentes, porque o hormônio varia ao longo do dia.
- Painel completo: outros hormônios do eixo, glicemia, colesterol e demais exames conforme o caso, pra encontrar a causa da queda e não só o número.
- Avaliação clínica: sintomas, sono, peso, medicações em uso e histórico.
Quando a reposição é indicada
A reposição entra quando existe deficiência confirmada nos exames somada a sintomas que atrapalham a vida. Nesses casos, o tratamento costuma trazer melhora consistente de energia, libido, composição corporal e humor ao longo das semanas.
Quando a queda tem causa reversível, como obesidade, apneia ou uso de anabolizantes, tratar a causa pode recuperar a produção natural, e a reposição pode nem ser necessária.
Formas de reposição e acompanhamento
Existem diferentes vias de reposição, como géis de uso diário e injetáveis de aplicação espaçada. A escolha considera rotina, resposta e preferência do paciente. O acompanhamento periódico com exames faz parte do tratamento: é ele que garante a dose certa e a segurança ao longo do tempo, incluindo o monitoramento da próstata e do sangue.
Os riscos de usar testosterona sem indicação
Testosterona usada por conta própria, em doses altas ou sem deficiência real, cobra caro: supressão da produção natural, infertilidade, alterações no colesterol e no sangue, acne, queda de cabelo e riscos cardiovasculares. Homens que usaram anabolizantes e querem recuperar o eixo hormonal também têm acompanhamento específico, a terapia pós-ciclo.